Nesta prosa te vomito. Não. Gorfo. Jogo-te pra fora e engulo; não com nojo, mas com todo o prazer que uma dor possa provocar. Tento viver a vida da maneira mais sincera; e ainda sim minto. Sou um grande mentiroso. A maior mentira é dizer que não se mente. Engano-te. Iludo-te. Me iludo, me destruo, me condeno. Digo que sinto, sim, sua falta. Porque não se pode cair no esquecimento. Evito, me afasto. Sinto. Se você soubesse que, talvez, possa morrer... Como seria a sua vida? Pergunto para o ninguém ouvir. E o ninguém continua não me respondendo. Mas se, além de morrer, você fosse provocar dor e sofrimento a quem você ama? Não é um fardo maior ainda para sustentar? Mas se a gente morre a gente não existe mais. A gente, a gente, a gente. Nem sei mais no que estou pensando. São tantas coisas, sabe. Hoje eu estava pensando sobre como transferimos os sentimentos para o lado mais confortável. Personifico a minha solidão, o meu vazio e a minha angústia em sua pessoa. Assim você também se torna culpado. A gente divide a culpa, é o mal do ser humano. CULPADO, EU? Eu sim; sou orgulhoso não! Sou o que você quiser que eu seja, mesmo que não me convenha. Quem sou eu pra dizer quem eu sou ou o que sou. HEIM TWITTER, HEIM ORKUT? Essas descrições são meras ilusões. Nenhum ser humano conhece a si mesmo. NÃO ROUBO, NÃO MATO, NÃO TRAIO. Pois traio, mato e roubo. E MINTO. Sou humano, sou imperfeito. FILHO DA IMPERFEIÇÃO. Pois ora, que blasfêmia! Teu Deus és imperfeito? DEUS? Deus é minha alma. Sou Deus. Siga seu caminho, estou seguindo o meu. Você é meu refluxo mental.